segunda-feira, 13 de junho de 2016

Entrevista Com Moradores do Município de Tefé-AM.




Entrevista Semi-estruturada sobre a Rua Independência, Bairro de Santa Rosa, situada no Município de Tefé-AM.



1ª Entrevista Maria Isabel Souza

No dia 29 de maio entrevistei dois moradores que residem no Bairro de Santa Rosa, Rua Independência nº 119 no Município de Tefé-Am. A primeira a ser entrevistada é a senhora Maria Isabel de Souza Silva e o segundo entrevistado é o senhor João Alves da Silva. Eles relataram um pouco da história do bairro, mas precisamente do que ocorreu na rua onde moram, até os dias de hoje.

Primeiramente conversei com a senhora Maria Isabel de Souza Silva, ela tem 65 anos de idade, sua profissão era de agricultora, mas está aposentada por idade, hoje vive somente da aposentadoria. Ela relata que vive na cidade de Tefé há 51 anos, e que chegou à cidade no ano de 1965, conta que a estrutura física da Rua Independência era caótica, havia muitos Tajás, uma planta típica da região, que dificultava o acesso das pessoas e dos moradores da rua, a rua era muito estreita, parecido com um caminho de roça, em seguida um prefeito do município chamado Hélio Bessa mandou remover toda a mata e aterrar os buracos que havia na rua, neste processo encontraram três Jacarés que viviam nas poças e no meio do tajazal.
Dona Maria Isabel continua falando das mudanças ocorridas em sua rua e no seu bairro; após o aterro e a retirada das matas, as ruas foram alargadas e pavimentadas, tornando-as mais apresentáveis e facilitando o acesso dos moradores, onde agora circulam nas ruas com mais segurança.
Quanto aos acontecimentos marcantes no bairro, ela cita dois acontecimentos, e não foram nada marcantes e sim trágicos; o primeiro aconteceu à noite, bem na frente de sua residência, quando um meliante drogado parou um moto taxista, ao subir na moto apontou uma faca em seu pescoço, ela já estava deitada, quando escutou gritos, o motoqueiro levou duas facadas, desesperado pediu socorro para um rapaz que passava no local, o rapaz imediatamente o levou para o Hospital. O segundo acontecimento foi à morte de um rapaz de 14 anos, filho de sua vizinha, ele foi confundido com outra pessoa, e foi espancado a pauladas por um grupo de marginais. Isso foi um acontecimento que chocou e marcou a história do bairro e do município de Tefé, teve grande repercussão por parte empresa local, familiares da vítima e da população que queriam justiça.
Ao final ela conta um pouco dos benefícios que foram conquistados no bairro e na sua rua, como a melhoria das ruas, pois antes não passavam nenhum tipo de veículo, após a sua pavimentação, foi possível a passagens tanto de motos como de carros naquela região, melhorando e facilitando a vida dos moradores do bairro.


2ª Entrevista João Alves


O segundo entrevistado foi o senhor João Alves da Silva de 65 anos, quando mais jovem sua profissão era pescador; hoje está aposentado, conta que não tem a mesma força de antes para o trabalho. Seu João inicia sua fala relatando que mora no bairro de Santa Rosa há 50 anos. Em seguida ele fala dos acontecimentos importantes ocorridos em sua rua, conta que a Rua Independência era muito feia, cheias de buracos, o maior beneficio o corrido na rua foi também a pavimentação, e que após essas melhorias nas ruas o bairro ficou bem melhor. Apesar de ser um bairro de classe média baixa considera o bairro um lugar tranquilo e menos violento para se morar.
Ao final da entrevista seu João se lembrou de dois projetos que beneficiaram o bairro, o primeiro projeto foi à construção de uma praça de diversão, construído no lugar de um enorme buraco que foi aterrado para construção desta praça, as famílias levam seus filhos para brincarem e se divertirem. O segundo projeto foi à construção de uma escadaria que leva a rua principal, era uma subida de terra, quando chovia dificultava o acesso dos moradores; com a construção dessa escadaria, os moradores ficaram felizes, pois acabou o problema com a chuva e facilitou a circulação dos moradores.




domingo, 12 de junho de 2016

VIAGEM VIRTUAL EM TEFÉ-AM






A relação entre as cidades de Belém, Manaus e o Município de Tefé se deu nos primórdios através das grandes expedições, explorações, pela conquista das terras e as riquezas pertencentes à Região Norte do país, a região era alvo grande interesse dos portugueses, espanhóis, neolandeses, ingleses e franceses, principalmente pela sua riqueza em áreas florestais com uma diversidade de plantas e arvores como o Pau-Brasil e abundancia de águas.
Toda região regias amazônica era comandada a partir de Belém região conhecida como Grão-Pará. Devido à abrangência do local ficou impossível manter a paz com a população indígena.

Atualmente estão intimamente ligadas pela comercialização interna e externa de produtos cultivado em cada região que são comprados e vendidos por comerciantes das regiões locais, entregues através das grandes embarcações por via fluvial ou por via área.







Referencias
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bel%C3%A9m_(Par%C3%A1)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Manaus

http://www.ale.am.gov.br/tefe/historia/
https://www.youtube.com/watch?v=cWh6R3F3pjI.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Histórias da Trajetória das Cidades de Belém do Pará, Manaus e do Município de Tefé-Am.




Trabalho apresentado à Universidade do Estado da Bahia, como requisito parcial da avaliação da Disciplina Referenciais Teórico-Metodológicos da História no Ensino Fundamental, elaborado pela Graduanda Josineyde Galves Ribeiro Simas Teixeira, sob orientação do Prof º. Alfredo Matta.


Forte do Presépio - Belem do Pará



Base do Forte do Presépio



Historicamente a região onde está localizada a cidade de Belém do Pará era ocupada pelos índios Tupinambás e Xucurus em meados do século XVIII, situada na Região Norte do Brasil, cenário de grandes acontecimentos que marcaram a história da cidade. A implantação do núcleo do município remonta ao contexto da conquista do Foz do Rio Amazonas comandada por forças lusa espanhola na época da Dinastia Filipina sob o comando do Capitão Francisco Caldeira Castelo Branco, onde fundou no dia 12 de janeiro no ano de 1616 o Forte do Presépio, protegendo a região de invasões e ataques vindas de vários lugares do mundo por via fluvial.

Província do Grão-pará/ Belém




Outro acontecimento marcante nessa época foi a Guerra da Cabanagem, um movimento político e social ocorrido no império do Brasil entre 1835 e 1840 na então província do Grão-Pará (atual estado do Pará), considerado um dos maiores conflitos ocorridos na história do país e a única em população efetivamente que derrubou o governo local, ganhando com isso o título de Imperial Município imposto por Dom Pedro II em 1840 - 1889, a guerra durou cinco anos, provocando a morte de mais de 40.000 mil pessoas cerca de 30% da população do Grão-Pará) exterminando várias tribos indígenas.

Belém vivenciou momentos de plenitude no período áureo da borracha no século XX, recebendo também um número considerável de famílias europeias, que influenciaram grandemente na arquitetura e edificações locais, ficando conhecida como Paris n’América, apesar de ser cosmopolita moderna em vários aspectos, a cidade não perdeu as tradicionais fachadas dos casarões, igrejas e capelas do período colonial. Hoje Belém exerce uma forte influência como metrópole regional, influenciando mais oito milhões de pessoas nos estados do Pará, Amapá, Tocantins, seja do ponto de vista cultural, econômico e político; conta também com importantes fortificações, monumentos, museus, parques, como o Teatro da Paz, Museu Emílio Goeldi, Parque Mangal das Graças, Mercado do Ver o Peso e uma variedade de eventos culturais, religiosos de grande repercussão como o Círio de Nazaré.


Casarões na Cidade de Belém do Pará




Igreja da Sé - Catedral Metropolitana de Belém






Teatro da Paz







Mercado do Ver o Peso na cidade de Belém do Pará




Círio de Nazaré



Pessoas Devotas no Círio de Nazaré




Economicamente a Cidade de Belém do Pará baseia-se principalmente nas atividades do comércio, serviços de Turismo, além de atividades industriais como, indústrias, alimentícias, navais, metalúrgicas, pesqueiras, químicas e madeireiras. A cidade conta também com portos brasileiros mais próximos da Europa e dos Estados Unidos, facilitando o comercio de produtos importados e exportados vindos de cidades vizinhas e outros países, sendo o segundo maior movimentador de containers da Amazônia.



Comércio da Fruta açaí




Variedade de frutas da cidade de Belém



Turismo: Praia Alter do Chão na cidade de Belém





Turismo em Embarcações





Área portuária em Belém do Pará




Muitos povos oriundos de outros países se encantaram com a culinária Paranaense, como portugueses, africanos, alemães, japoneses, libaneses e outros; com uma forte influencia indígena possui pratos típicos como Pato-no-Tucupi com Jambú, Tacacá, maniçoba entre outras como o delicioso Açaí; possui também uma variedade de frutas e peixes com sabor diferenciado, fazendo a cidade de Belém umas das mais visitadas.



Açaí com Tapioca, Pirarucu, Tacacá e Pato- no Tucupi





Filé de Peixe Frito com Farinha Amarela

AGORA VEREMOS UM POUCO DA HISTÓRIA DE OUTRA CIDADE QUE MARCOU A TRAJETÓRIA DO NOSSO AMAZONAS: A LINDA CAPITAL MANAUS.

Manaus é a capital do estado do Amazonas, conhecido como principal centro financeiro corporativo e econômico da Região Norte do Brasil, também considerada uma cidade histórica e portuária localizada bem no centro da maior floresta tropical do mundo entre o rio Negro e Solimões. Mundialmente conhecida pelo seu grande potencial turístico e pelo ecoturismo, sendo a décima mais visitada por turistas de todo Brasil.

Encontro das Águas/ Rio Negro e Rio Solimões






Capital Manaus Alguns Pontos Turísticos



Fundada em 1669 pelos portugueses com o Forte de São José do Rio Negro; em 1832 foi elevada a vila com o nome Manaos, homenagem à tribo indígena os Manaós; em 24 de outubro de 1848 foi transformada em cidade com o nome Cidade da Barra do Rio negro e finalmente em 04 de setembro de 1856 recebeu seu atual nome Manaus.
O forte de São José do Rio Negro foi criado também com intuito de proteção da região, pois pelo fato de possuir muitas riquezas minerais, vegetais e outras riquezas naquela época era alvo de ataques de outros países que visavam lucrar com os produtos da região.
No século XX ficou conhecido na época pelo período áureo da borracha, atraindo investimentos estrangeiro e imigrantes de algumas partes do mundo, sobretudo franceses.
Atualmente seu principal motor econômico e a Zona Franca de Manaus, tornando-se a sexta maior economia do Brasil e uma das 30 melhores cidades no ramo de negociação da América latina. Conquistando sua participação como uma das doze cidades sede da Copa do Mundo em 2014.




Vila Manaos


Forte do São José do Rio Negro


Cidade da Barra do Rio Negro - Manaus


Manaus Atualmente

Turismo em Manaus


Porto de Manaus

A capital é fortemente marcada pelos traços culturais, políticos e econômicos herdados dos colonizadores e dos povos indígenas, a demografia é o resultado da miscigenação das três etnias básicas que compõe a população brasileira: o indígena, europeu e o negro, formando assim, os mestiços da região conhecidos como caboclos.


Diversidade (Etnias)


Carna-Boi no Sambodrômo em Manaus


Características da Mulher Amazonense


Mulheres Tomando Banho de Rio

A forte presença dos indígenas é percebida em muitos dos costumes locais como a culinária, linguagem e o artesanato, percebe-se também o domínio europeu, mais precisamente na sua arquitetura onde na época da borracha foram construídos vários edifícios como: Teatro Amazonas e Palácio da Justiça, e a influência dos nordestinos marcada na música como o forró.
Manaus é considerada cidade de grande porte, isso se dá pelo seu rápido desenvolvimento através da dispersão das indústrias na cidade, onde recebem todos os dias uma quantidade considerável de comerciantes de cidades vizinhas e pessoas para comprar produtos e conhecer as maravilhas da região.

Culinária Amazonense


Caldeirada de Tambaquí


Muqueca de Pirarucú



Arquiteturas construídos no Período da Borracha 

Teatro Amazonas


Palácio da Justiça na Cidade de Manaus


APRESENTAREI AGORA A HISTÓRIA DE TEFÉ MINHA TERRA AMADA

Não poderia deixar de falar da Região Norte, sem apresentar a história da minha terra amada o município de Tefé-Am, cidade do interior do estado do Amazonas, sua população de acordo com estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2015, era de 62.444 habitantes, com uma área territorial de 23.808 km, sendo o quadragésimo oitavo maior município do Brasil em área e o vigésimo terceiro do Amazonas.
Nos primórdios a região que pertence ao atual município de Tefé, era habitada por índios das tribos Tupebas e Tapibas que deu origem ao seu nome, Tefé.

Comunidade Indígena do Município de Tefé-Am


População Tefeense


O padre Samuel Fritz foi enviado ao amazonas com intuito de fundar as primeiras missões jesuíticas para catequizar os índios que ali habitavam responsáveis também por prestar serviços sociais à comunidade indígena. Os portugueses desrespeitaram o Tratado de Tordesilhas, vindos do Grão-Pará subiram o Rio Solimões com o objetivo de conquistar o Amazonas, queriam dominar as terras dos espanhóis, que resultou em um grande conflito entre as duas nações, muitos indígenas morreram nessa luta, os espanhóis voltaram a dominar a região conforme estava estabelecido pelo Tratado de Tordesilhas.

Luta Entre Portugueses e Espanhóis

Assim com o a cidade de Manaus e Belém, Tefé tem a sua demografia baseada no resultado da miscigenação de três etnias que compõe a população brasileira: o índio, o europeu e o negro, dando origem ao mestiço da região.

Mestiço


A predominância da influência do indígena brasileiro é muito forte, pelo fato de estar situado no estado com maior população de índios no país. Outra etnia marcante no município de Tefé é o caboclo (também chamado de mameluco), resultado da miscigenação do índio com o branco.

Caboclas Tefeese

AGRICULTURA NO MUNICÍPIO DE TEFÉ


A agricultura é basicamente de produtos de subsistência como hortaliças, e frutas regionais produzidas apenas para atender necessidades locais. Por isso a maioria dos produtos agrícolas são comprados das regiões sul e sudeste do Brasil.

Frutas e Hortaliças


No Município de Tefé existem grandes áreas do cultivo da mandioca para a produção de farinha, dividindo esta produção com o Município de Uarini, sendo um dos produtos mais valorizados do estado do Amazonas; são produzidos toneladas de farinha de mandioca para abastecer a cidade de Manaus.

Toneladas de Farinha da Mandioca


A Pesca é predominantemente um dos setores que ganha destaque na economia local. Localizada próxima às maiores áreas de pesca do Amazonas, devido a esse fator uma grande quantidade de pequenas empresas instaladas em casas flutuantes relacionada a compra e venda de pescado, dentre eles destacam-se os peixes lisos como: Tambaqui e Pirarucu, que é vendido tanto para o mercado interno (Tefé/Amazonas) como externo (Colômbia/Peru e Ásia).

Pescaria no Rio Tefé


Peixe Tambaqui



Peixe Pirarucu


Casas flutuantes de Compra e venda de Peixes


Culinária Tefeense


Tambaqui Assado

Jaraqui Frito

Tapioquinha de Tucumã


Pato-no-Tucupi

Bobó de Camarão


Setor de Serviços

Existe no Município de Tefé um fluxo diário de pessoas, pelo fato de a cidade ser sede dos principais bancos e instituições financeiras que não são encontrados nos municípios vizinhos, possui quartéis militares das Forças Armadas, Instituição de Ensino Superior e de Saúde, Polícia Federal, ONGs e entidades de preservação do meio ambiente e do índio, sede do Poder Judiciário e Político Administrativo do Amazonas. É o principal porto fluvial e rota de passagens de grandes embarcações que navegam no rio Solimões, possui também um Aeroporto Administrativo pela Infraero de médio porte equipado para receber médias e grandes aeronaves da região.